Livros Didáticos de Educação Musical

Livros Didáticos de Educação Musical

A Educação Musical é um caminho com várias possibilidades e todo professor, de acordo com seu contexto de ensino e o desenvolvimento seus alunos procura por metodologias e materiais didático-pedagógico que possam auxiliá-lo nessa tarefa.

Sou professora de música e por mais de duas décadas trabalhei com aulas de música em escola, tanto na Educação Infantil quanto nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Tenho como formação mestrado em Educação, especialização em Educação Musical, bacharelado em Música e licenciatura em Pedagogia.

Com o passar dos anos, fui acumulando conhecimento, experiência em sala de aula e muitas atividades. Então, em 2011 nasceu a ideia de fazer uma coleção de livros de Educação Musical para podermos usar na escola, porque até então tínhamos muitos materiais para usar em escolas de música ou materiais bastante superficial para trabalharmos em escola.

Não foi uma tarefa fácil, pois várias questões precisavam ser respondidas: como organizar um currículo de Educação Musical para a escola, como tornar as aulas com vivência musical sem se perder em atividades escritas e por último, mas não menos importante, sabendo que geralmente temos apenas uma hora aula por semana em cada turma, como fazer um livro que o professor desse conta de trabalhar em sala de aula durante o ano.

A partir de algumas definições comecei o meu trabalho. Foram dias e dias acordando as 5h da manhã para escrever. Por sorte, daquela época eu trabalhava apenas no período da tarde. Com isso tinha tempo de escrever pela manhã e a tarde testar cada uma das atividades em sala de aula. Quando não funcionava, eu voltava para a revisão e fazia uma nova elaboração da atividade. Mas o que eu sempre tinha em mente: como a criança aprende música?

Assim, depois de muito trabalho, em 2013 nasceu a coleção de livros “Eu gosto mais: Educação Musical”. São livros para serem usados do 1o ao 5o ano nas aulas de música ou de Educação Musical. Apresenta conteúdos baseados nos elementos musicais como o ritmo, a melodia, o timbre, a intensidade, dinâmica, assim como a história da música ocidental, a história da música popular brasileira e a de alguns compositores.

Para dar apoio ao trabalho do professor em sala de aula os livros contam com o manual do professor em que é apresentado a proposta do ensino de música no ensino fundamental naquela etapa do ensino, o encaminhamento metodológico com objetivos, conteúdos e as estratégias para cada lição proposta. Estão incluídos também os áudios e as respostas das atividades.

É uma coleção de livros que eu tenho um amor e um carinho muito especial. E que nasceu com o objetivo de ser um apoio ao professor em sala de aula, um apoio para o seu trabalho, para o seu planejamento.

 

Se quiser saber mais sobre a área de educação musical leia aqui.  

https://theducacional.com.br/o-que-e-educacao-musical/

 

Apresentando os livros didáticos

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Volume 1: o inicio do ensino fundamental (1º ano), é o momento de sistematização musical utilizando diferentes modos de registro dos sons e dos elementos musicais. Assim, trabalha-se a percepção e o registro de sons longos e curtos, graves e agudos, fortes e fracos, os instrumentos musicais e sua classificação segundo a sua fonte sonora. Tais conceitos fazem parte dos princípios musicais de duração (ritmo), altura (melodia), intensidade e timbre. Também trabalha-se com a história do compositor brasileiro Villa-Lobos e a obra “o trenzinho do caipira”. Pixinguinha, um dos maiores compositores do gênero musical “choro, também faz parte desse primeiro volume. O encaminhamento metodológico no manual do professor apresenta sugestões de brincadeiras e atividades práticas, antes de passar ao registro nas atividade propostas no livro.

Nesse volume, o objetivo do trabalho pedagógico é explorar os sons do nosso cotidiano de diferentes formas, extraindo dos mesmos os elementos do som como altura, duração, timbre e intensidade, e assim, iniciar o processo de representação da escrita musical. O interesse está na percepção dos sons e não apenas uma mera representação. A criança precisa construir o significado da sua representação, o som que manipulou, explorou, identificou, reconheceu e classificou.

Conteúdos: os sons do nosso dia a dia, sons longos e curtos, sons graves e agudos, sons fortes e fracos, os instrumentos musicais, Heitor Villa-Lobos, “o trenzinho do caipira”, familia dos instrumentos, Pixinguinha, choro ou chorinho, músicas para brincar: folclore infantil.

 

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Volume 2: no desenvolvimento musical, assim como no trabalho de vários educadores musicais, o aspecto rítmico é o primeiro conteúdo musical a ser trabalhado com a criança, pois, trata da sua vivencia do dia a dia: a res

piração, o andar, o falar, o pulsar do coração, o som do relógio, as estações do ano, etc. O ritmo está ligado ao conceito do som chamado duração. A combinação de diferentes durações do som forma o ritmo de uma música.

Quanto ao processo de aprendizagem rítmico-musical, segundo estudos (Deckert, 2006) é possível propor que o mesmo ocorre em etapas, e não necessariamente vinculado a idade da criança, mas ao seu contato, experiência e vivencia com a música.

Esse processo de aprendizagem musical inicia com a experimentação dos objetos (instrumentos e outros materiais sonoros), seguidos por ordenações musicais, onde a criança mostra-se capaz de executar uma seqüência rítmica, passa, então, a ouvir o fazer musical do outro e executá-lo, bem como lembrar-se do que ouviu, chegando finalmente a etapa em que passa a registrar graficamente os sons ouvidos.

Quanto à representação utilizando a escrita musical é importante lembrar que antes de qualquer representação vem a experiência. A experiência com a música, com os objetos sonoros, com os instrumentos musicais. Como é que a criança irá representar sons curtos e longos se não conseguir distingui-los? (FERNANDES, 1998).

Conteúdos: os sons do ambiente, sons naturais e culturais, o ritmo no nosso dia a dia, o ritmo na música: o pulso, sons longos e curtos, as figuras ritmicas, Wolfgang Amadeus Mozart, familia da percussão, semicolcheia, Chiquinha Gonzaga e músicas e brincadeiras do folclore infantil.

 

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Volume 3: nessa etapa de desenvolvimento musical, a proposta é trabalhar com a construção da noção da altura (aspecto melódico): grave e agudo, sons de diferentes alturas, direção do som, incluindo o aspecto rítmico, estudado no volume anterior. Há também um compositor Bach, o compositor brasileiro Noel Rosa, bem como a família dos instrumentos, música e brincadeiras do folclore infantil.

       O objetivo das atividades proposta nesse volume é levar a criança a perceber que os sons a nossa volta possuem propriedades sonoras quanto à altura (sons agudos e graves) e que isso é aplicado à música.

Conteúdos: sons graves e agudos, a família das cordas, Johann Sebastian Bach, os diferentes sons e as notas musicais, como surgiu o nome das notas musicais, a direção do som, revisando: figuras rítmicas, altura dos sons, ritmo e altura, os instrumentos musicais, Noel Rosa, intensidade musical, músicas e brincadeiras do folclore infantil.

           

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Volume 4: Nas etapas anteriores já se trabalhou com as notações de duração (ritmo) e da altura (melodia), agora passa-se então à escrita musical convencionada, e ao estudo da história da música popular brasileira – MPB. A mesma é apresentada em pequenos textos, do período colonial até os nossos dias, com atividades sobre o texto, as músicas e os compositores presentes em cada período. Os dois temas, escrita musical e a história da MPB, intercalam-se em diferentes atividades.

O estudo da escrita musical convencionada irá preparar o aluno para o estudo do instrumento (flauta doce) e para a leitura musical, que será uma possibilidade apresentada no manual do professor da próxima etapa, o volume 5.

 Conteúdos: os diferentes meios de expressão, notação musical: história e evolução, os sons na pauta: o que eles representam, MPB: período colonial, instrumentos do lundu, as claves, MPB: choro, as notas da clave de sol, MPB: samba, instrumentos musicais: leitura na clave de sol, MPB: bossa-nova, figuras de valor: silencio, MPB: década de 1960 até os nossos dias.

 

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Volume 5: irá contemplar o estudo de vários aspectos da teoria musical: altura, ritmo, timbre e dinâmica. Há um capítulo com cada um dos elementos, trazendo desde os conceitos mais simples até o seu registro. Assim, quando falamos em ritmo, haverá atividades desde a duração dos sons (curtos e longos) até o uso das figuras musicais.

O aluno também terá a oportunidade de conhecer de forma breve a história da música erudita ocidental, apresentando o contexto da época, desde o período medieval, passando pelo renascimento, barroco, clássico, romântico, chegando aos nossos dias, a música contemporânea.

O manual do professor também apresenta uma seção complementar, cujo objetivo é oferecer subsídios para o estudo e a execução da flauta doce. Este estudo não faz parte das atividades do livro do aluno, serve como apoio ao professor para o estudo de música a partir da compreensão da escrita da música convencionada. Essa seção apresenta diversas músicas estudadas na flauta doce e gravadas no DVD que acompanha a coleção.

Conteúdos: os elementos da música, música medieval, o ritmo, música renascentista, notação musical: a pauta e o pentagrama, música barroca, clave de sol, música clássica, a melodia, música romântica, timbre: os instrumentos da orquestra e música contemporânea.

 

Os livros didáticos de Educação Musical foram escritos como um material de apoio ao trabalho do professor em sala de aula. Por isso apresenta uma proposta de trabalho a partir dos objetivos descritos nos parâmetros curriculares para o ensino de música. A partir dos objetivos foram traçados os conteúdos, levando em consideração o desenvolvimento cognitivo musical da criança em cada etapa. A partir de conteúdos desenvolveram-se as atividades e os encaminhamentos metodológicos.

 As atividades musicais são atividades de percepção, apreciação, execução, criação e literatura musical. No livro do aluno é possível encontrar principalmente as atividades de percepção, apreciação e literatura musical. No manual do professor há descrições a partir de cada conteúdo dos encaminhamentos das atividades de execução e criação musical.

Essas atividades musicais visam a construção do conhecimento musical por meio da interação com a linguagem musical. No entanto, toda construção musical é precedida por uma vivência musical. Jogos, atividades, discussões, elaborações musicais, fazem parte de todo encaminhamento metodológico

Finalmente, deixamos aqui uma possibilidade de trabalho pedagógico-musical que, partindo da experiência, da vivência musical, traz possibilidades de construção do conhecimento musical, de compreensão e vivência dessa linguagem musical, podendo ser um instrumento de apoio à alfabetização musical do aluno de 1º ao 5º ano do ensino fundamental.

 

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Referencias:

BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. Brasília: MEC/SEF, 1998. 3v.

DECKERT, Marta. Eu gosto m@is Educação Musical Volume 1-5. São Paulo: IBEP, 2013.

DECKERT, Marta. Educação Musical: da teoria à prática na sala de aula. Editora Moderna: 2012 (PNBE do Professor 2013- MEC).

DECKERT, Marta. Construção do Conhecimento Musical sob a Perspectiva Piagetiana: da Imitação à Representação. 2006. Dissertação (Mestrado em educação). Curso de Pós-Graduação em Educação, Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2006.

DECKERT, Marta. Desenvolvimento Cognitivo Musical Através de Jogos e Brincadeiras. 2003. Monografia (Especialização) em Educação Musical). Curso de Pós-Graduação em Educação Musical e Regência de Coro Infantil, Escola de Música e Belas Artes do Paraná, Curitiba. 2003.

Equipe do CAEF. 66 Práticas rítmicas com o método Kodály. Porto Alegre, 2010. Disponível em:http://prolicenmus.ufrgs.br/repositorio/moodle/material_didatico/ext_musicalizacao/un66/ext_musicalizacao_un66_mat_apoio.pdf. Acesso em 16 abr. 2014.

FERNANDES, José Nunes. Educação Musical e Fazer Musical – O Som precede o Símbolo. Revista Plural n.1. Rio de Janeiro. p. 47-58, 1998.

GOULART, Diana. Dalcroze, Orff, Suzuki e Kodály: Semelhanças, Diferenças, Especificidades. Rio de Janeiro, 2000. 22 f. Trabalho de Pós-Graduação (Disciplina Movimentos Pedagógicos I) – Curso de Pós-Graduação em Educação Musical, Conservatório Brasileiro de Música.

JOLY, Ilza Zenker Leme. Educação e Educação Musical: Conhecimentos para Compreender a Criança e suas Relações com a Música. In: Hentschke, L. e DEL BEN, L. Ensino de Música: Propostas para Pensar e Agir em Sala de Aula. São Paulo: Moderna, 2003.

PIAGET, Jean. Desenvolvimento e Aprendizagem. Jounal of research in Science Teacher, XI, n. 3, p. 176-186, 1964.

PIAGET, Jean. Fazer e Compreender. Tradução de Chistyna Larroudé de Paula Leite. São Paulo: Melhoramentos, 1978.

PIAGET, Jean. Lês modèles abstraits sont-ils opposés aux interpretations psycho-physiologiqes dans l’explications em psychologie?”. p. 58-59, 1960.

PIAGET, Jean. O Nascimento da Inteligência na Criança. Tradução de Álvaro Cabral. Rio de Janeiro: Zahar, 1970.

PIAGET, Jean; INHELDER, B. A Psicologia da Criança. Tradução de Octavio Mendes Cajado. Rio de Janeiro: Difel, 2003.

SWANWICK, Keith. Ensinando Musical Musicalmente. São Paulo: Moderna, 2003.

SWANWICK, Keith. Music, Mind and Education. Londres: Routledge, 1988.

 

 

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